A infindável ciranda da vida
sexta-feira, outubro 16, 2009 Por tantas vezes a gente mente, toma o doce e amargo copo da vingança, engole a seco a despedida, passa uma tinta fresca na tristeza, grita loucamente palavras incertas com a única certeza de que “essa será a última vez”. Mas o destino nos prega as mais simples e desconcertantes peças. Se a gente pudesse sentar e olhar de fora a vida passando e levando tudo consigo, veria que o viver é um círculo interrupto.
O amor e ódio cantando odes a vida e ao tempo, os dois de mãos dadas, rindo de nossa ingenuidade. A gente poderia ver que foi a maior bobeira de nossa vida, não aceitar ir naquele concerto daquela banda que não tem nada a ver com seu gosto musical, só para agradar seus amigos. Seria divertido sim, você cantaria uma música que não sabe, dançaria com seu corpo, e o mais belo ainda estava por vir: o sorriso quase infantil dos seus amigos, agradecendo sua gentileza e disposição.
O amor e ódio cantando odes a vida e ao tempo, os dois de mãos dadas, rindo de nossa ingenuidade. A gente poderia ver que foi a maior bobeira de nossa vida, não aceitar ir naquele concerto daquela banda que não tem nada a ver com seu gosto musical, só para agradar seus amigos. Seria divertido sim, você cantaria uma música que não sabe, dançaria com seu corpo, e o mais belo ainda estava por vir: o sorriso quase infantil dos seus amigos, agradecendo sua gentileza e disposição.
Se apertasse bem os olhos, veria o espaço entre o tempo a possibilidade, enxergando drasticamente que algumas chances se repetem, e certamente teriam dado certo caso você não tivesse sido tão afoito o quanto foi. Se tiver sorte, verá ainda mais além, tudo aquilo que você fez aos seus pais voltará imediatamente para você, seja lá o que você tenha feito.
Poderia também, dar aquela espiada nos papéis de carta, mas fique preparado para a conclusão: palavras escritas nunca ditas, ou entregues, ficam aprisionadas no mundo dos sonhos perdidos, as pobrezinhas nunca foram verbalizadas, sendo assim, não puderam fazer parte do real.
Pode apostar, as bandas novas são apenas uma versão mais jovem e mais colorida daquelas que você bem conhece. As músicas falam sempre das mesmas aflições, o amor não correspondido, a vida no sertão, os dias de loucura. Tudo isso parafraseado por algo tão anacrônico quanto o ato de musicar palavras: o amor entre duas pessoas.
A eterna tragicomédia da vida. Assim como o personagem Mercúrio, de Plauto, na peça Amphitryon, a vida nos diz ávida e altiva, na voz de um deus: “(...)Vocês franziram a testa porque eu disse que ia ser uma tragédia? Sou um Deus, e posso mudá-la; se vocês quiserem farei da tragédia uma comédia, com os mesmos versos, todos eles.” Do mesmo jeito que o público ri e chora das mesmas frases, entontadas e interpretadas por línguas diferentes, nós dançamos de mãos dadas a ciranda cíclica da vida.
Poderia também, dar aquela espiada nos papéis de carta, mas fique preparado para a conclusão: palavras escritas nunca ditas, ou entregues, ficam aprisionadas no mundo dos sonhos perdidos, as pobrezinhas nunca foram verbalizadas, sendo assim, não puderam fazer parte do real.
Pode apostar, as bandas novas são apenas uma versão mais jovem e mais colorida daquelas que você bem conhece. As músicas falam sempre das mesmas aflições, o amor não correspondido, a vida no sertão, os dias de loucura. Tudo isso parafraseado por algo tão anacrônico quanto o ato de musicar palavras: o amor entre duas pessoas.
A eterna tragicomédia da vida. Assim como o personagem Mercúrio, de Plauto, na peça Amphitryon, a vida nos diz ávida e altiva, na voz de um deus: “(...)Vocês franziram a testa porque eu disse que ia ser uma tragédia? Sou um Deus, e posso mudá-la; se vocês quiserem farei da tragédia uma comédia, com os mesmos versos, todos eles.” Do mesmo jeito que o público ri e chora das mesmas frases, entontadas e interpretadas por línguas diferentes, nós dançamos de mãos dadas a ciranda cíclica da vida.
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