Num solar, um Barão.

terça-feira, dezembro 13, 2011

Como o moço é apaixonante. Pinta e borda, barba grossa, prosa curta. Toca um instrumento, dois ou três – mente que apenas arranha. Uma tentação, um convite. Lá em cima, os deuses no Éden sorriem, sabem de seus trabalhos com esse moço. Eita, moço bonito. Não quero, moço, gostar de você, mas você me obriga. Não se acanhe, não. Jogue teu charme. Esbarra teu corpo no meu. Não se detenha em si. Se detenha em mim. Comece e não termine, não termine jamais. Faça aquilo que não fizeram por mim antes, te juro que farei tudo errado. Farei o possível para te cobrir de mordidas, moço. Dormirei em suas mãos. Prometo caber na onda vaga de seu corpo, prometo caber. Arremesse-me em algum cais. Dentro da noite, vagar como dois corpos imersos num mar de afeição. Que é pra misturar tudo. Que é pra ver, dentro dos seus olhos, eu. É pra ver, dentro dos meus olhos, você, moço bonito que dói.

You Might Also Like

0 comentários