Tudo bem? Queria me desculpar. Me desculpar porque cresci e enxerguei o que fiz de errado. Porque encontrei movidos pelos quais preciso dizer que se eu pudesse teria feito tudo diferente. Mas eu precisava de mim. Precisa de solidão. Chorar no caminho para casa. Me reconstruir. Precisava aprender sobre mim. Aprender a ser feliz de novo. Aprender que o que eu sinto por você é saudade. Sabe aquele dia que o sol está a pino, você vê uma borboleta azul que bate as asas no ritmo da música? É nesse dia que sinto sua falta. Me pergunto se você sente falta de mim e não te culpo se você não sentir. Sem ego. Sem arrogância. Porque conscientemente não deixei ninguém sentar no seu lugar. Porque eu te amei como nos filmes, só que ninguém diz a respeito da dor isso pode trazer. Não fiz porque não achei que era tempo de te deixar partir, porque eu te amava e te amo. Porque amor demora, né?! Como eu sempre te dizia. É a coisa piora, sabe? Piora porque eu não sabia que existia a possibilidade de te amar e não esperar nada. Mesmo. Tem dias que eu sinto ciúme em pensar que você ama outro alguém, mas no mesmo momento eu lembro que porque eu te amo, eu quero te ver infinitamente feliz. E foi difícil dizer: eu te amo. Da primeira e da última, mas sabe que o engraçado disso tudo é que o motivo foi mesmo: admitir que eu sou um ser vulnerável. Porque eu também amo, igual a todo mundo. Bem eu que era tão diferente, sou bem igual a todo mundo. Não te devolvi suas coisas porque ainda não consigo te falar pessoalmente. Um enfrentamento por vez. Hoje foi esse. Mas eu vou. Eu juro. Escrevi isso porque chove e o dia passei pensando em você.
- quarta-feira, junho 01, 2016
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